Nascido em Tracunhaém, município de referência na arte do barro, Mano de Baé teve o primeiro contato com a produção de cerâmica ainda na infância, acompanhando o trabalho do pai, Manoel Leão Machado, popularmente conhecido como “Baé” – nome que segue intitulando Mano e evidência a continuidade estética entre seus trabalhos.
Com um estilo próprio e bastante contemporâneo, Mano tem como repertório o universo dos encantados: cria melusinas, orixás, serpentes e sereias, uma das figuras mais recorrentes em sua produção. Reconhecido pelo uso de formas mais geométricas, com tendência às linhas retas, também cria totens e casais caminhando e se abraçando que evocam a escultura O beijo de Brancusi.
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A partir de pesquisas e viagens a casas e ateliês de artesãos brasileiros, a Nau formou uma rede de representação de artistas com base no comércio justo, valorizando seus trabalhos e proporcionando reconhecimento social e financeiro para estes.
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