Os povos indígenas Kadiwéu têm uma história singular, marcada pela ocupação de territórios em região fronteiriça que, no passado, se estendia entre o Mato Grosso do Sul e o Paraguai. Reconhecidos como um povo guerreiro, resistiram a inúmeras tentativas de invasão e chegaram a ser cooptados para lutar na Guerra do Paraguai.
Em 1984, tiveram suas terras demarcadas no município de Porto Murtinho (MS). Desde então, seguem firmes na defesa de seu território, enfrentando o avanço do agronegócio e a destruição dos biomas locais. Suas produções artísticas, expressas em pinturas corporais, grafismos e cerâmicas – impregnadas da textura marcante do barro, desenhadas com traços geométricos, simétricos e minuciosos e pintadas com cores vibrantes –, ressoa a identidade e a resistência cultural e histórica da comunidade.
A partir de pesquisas e viagens a casas e ateliês de artesãos brasileiros, a Nau formou uma rede de representação de artistas com base no comércio justo, valorizando seus trabalhos e proporcionando reconhecimento social e financeiro para estes.
