Fundada em 2014, a Associação Trançado das Marias possui importante papel de distribuição de renda entre mulheres da comunidade de Cachoeira do Edgar, na Bahia. O projeto iniciou-se quando Maria reinventou o uso do cipó, tradicionalmente empregado na pesca de camarão e pitú, transformando-o em artesanato.
No começo, Maria produziu chapéus, ideia que logo foi estendida para a produção de cestos e, com o sucesso da peça, compartilhou seus ensinamentos à outras mulheres da família, originando a cooperativa, hoje conduzida por sua filha Marluce. Atualmente as mulheres também utilizam piaçava para trançar e ainda têm na cestaria o principal produto. Além de resistentes, os cestos encantam pelas cores e pelo charme das formas, revelando a força criativa que sustenta essa tradição.
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A partir de pesquisas e viagens a casas e ateliês de artesãos brasileiros, a Nau formou uma rede de representação de artistas com base no comércio justo, valorizando seus trabalhos e proporcionando reconhecimento social e financeiro para estes.
