Filho de Luiz Benício e de Simone Souza, dois mestres escultores do Vale do Catimbau, em Pernambuco, Lindomar cresceu em meio ao ofício do entalhe, reproduzindo pequenas peças, como as formigas saúvas, comuns na região.
Embora muito jovem, já tem buscado seu próprio caminho, inspirado pelo trabalho dos pais e em consonância com seu próprio fazer artístico, experimentando formas, temas e escalas que apontam para uma trajetória em construção. Entre suas peças destacam-se suas cabeças entalhadas, produzidas a partir de madeira coletada, que oscilam entre formas mais antropomórficas, embora marcadas por uma geometrização acentuada, e formas híbridas, apresentando chifres e traços que evocam figuras indefinidas.
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A partir de pesquisas e viagens a casas e ateliês de artesãos brasileiros, a Nau formou uma rede de representação de artistas com base no comércio justo, valorizando seus trabalhos e proporcionando reconhecimento social e financeiro para estes.
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